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quinta-feira, 8 de março de 2018

Ok, rendo-me a tantas (lindas) mensagem do "dia da mulher" (ainda que não aceite muito bem esse "dia"), carinho nunca é demais.
>Mas, vou expressar-me em versos, agora, até porque nessa atualidade das "coisas apressadas" se deixar para falar sobre ela (nós) amanhã, já sera "tarde".




Um dia é pouco para tanto valor...
Mulher é amor demais para um só dia.
Ela é ninho no aconchego...
é carinho... é chamego...
é poesia... é doce...
mas antes fosse, por vezes, mais amarga.

Mulher é a praga mais bendita.

Ela é toda bonita, seja como for.
Ela é flor em meio a aspereza
É toda beleza dos 0 aos 100.
Ama como ninguém
e suas lágrimas contém
a cura de todas as dores.

Mulher é um arco-íris de mil cores.

É a "marca" de maior sucesso.
Sua imagem tudo vende
na secular hipocrisia
que a faz mercadoria
pelo "valor de mercado"
de produto descartável.

Mulher é um poço de mistério, insondável.

Quem a "prende" pela mentira
um dia a verdade soa.
É quando a mulher,
incólume e íntegra,
levanta-se, sacode as cinzas
e, como Fênix, voa!






terça-feira, 3 de abril de 2012

Bate papo em família

Ontem, segunda, fizemos o Evangelho no Lar aqui em casa. Eu, minha filha e meu marido. O capítulo foi XIV, v9: “A ingratidão dos filhos e os laços de família”. Tivemos um bate-papo muito agradável e, sobretudo, esclarecedor .

Uma das questões levantadas pelo meu marido foi:
“O filho de hoje pode ter sido o pai de ontem? “ (Essa dúvida veio pelo fato de os jovens hoje “aparentarem” ser muito mais inteligentes e espertos que seus pais).

R- Sim, pode. (A afirmativa baseia-se no ensinamento espírita das "Reencarnações",ou seja, um espírito reencarna inúmeras vezes, quantas necessários for ao seu adiantamento moral e intelectual). Mas, se ele veio como filho é porque tem “algo a aprender” com seus pais de hoje, com certeza. Caso contrário não teria sentido vir como filho.
Pegamos como exemplo uma grande empresa, séria. Esta, jamais colocaria um funcionário ingênuo e inexperiente como chefe de alguém mais experiente, não é? Muito menos se permitiria fazer experimentos de “brincadeirinha desse tipo” colocando em risco toda uma organização importante. Parece óbvio, não?
Uma grande empresa em atividade exige um planejamento estratégico complexo para manter-se funcionando em harmonia. Daí que qualquer nova experiência, antes de ser implementada, deve, obrigatoriamente, passar por rígidos processos de seleção e adaptação às exigências. Não é assim que ocorre nas inúmeras empresas na Terra?
Por que, então, haveria de ser diferente na infinita empresa de Deus?
Não. Não é diferente mesmo! Digo mais: Em todos os planejamentos de Deus se vê uma estratégia perfeita e inteligente e, não haveria de ser exceção, ao planejar um núcleo familiar.

Portanto, se um espírito vem como pai é porque tem o que ensinar ao filho e este o que aprender.
Entretanto, se os dois vão ou não cumprir justamente os seus papéis é uma questão de livre-arbítrio. Primeiro do pai, em querer ensinar ao filho amor e respeito e, segundo, do filho, em querer aprender a amar e respeitar os que lhe parecem mais simples que ele.

A nós, PAIS, o dever de ensinar sempre com amor. Ainda que sejamos incompreendidos.

A vós, FILHOS, o dever de respeitar sempre os ensinamentos de seus pais. Ainda que incompreensíveis.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia da Mulher


LINDA MULHER!!

Você é linda porque é forte e meiga
É linda porque é caridosa
Por fazer o que gosta e amar os seus, você é linda
Por tentar ajudar a todos - e as vezes não conseguir –
você é linda

Você se faz linda quando chora arrependida
E quando grita de desespero, frágil, perdida

Você é linda - alquimista da vida
É o mistério do mundo
É o ser e não-ser
É o céu e a terra num sorriso encantador

Você é assim, linda, desde que nasceu
E será assim linda, mulher, enquanto existir...
o Amor

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Contra as bruxas, fadas!


Quem me conhece sabe que sou "meio do contra". E hoje, no dia em que se está comemorando o tal do "Halloween", QUE NÃO TEM NADA A VER COM A CULTURA BRASILEIRA - é novidade de uns 15 anos, mais ou menos, trazida pelas escolas de ingles (norte-americanas) - publico uma poesia de fada.

UMA FADA NA RUA

Eu que não acreditava em fadas, hoje vi uma na rua...
Pegava sementes no lixo jogadas por alguém.
Chorava que nem uma criança por causa das sementinhas
e não entendia porque chorava sozinha!

Era diferente sim, mas não parecia imortal
Tinha olhar de menina quando brinca com os pingos da chuva
E tinha o rosto e as mãos sujas de barro
Igual a uma escultora no final de um dia de trabalho

Seus cabelos eram longos, sedosos e estavam em desalinho
Igual a uma criança no final de um dia de correrias ao vento.
Gostei dela, especialmente, quando saiu correndo
a pegar, sorrindo, folhas bailando ao vento.
Corria, pulava e dava risadas sem, no entanto, pegar nenhuma
até que, lentamente, uma veio deslizando e pousou em sua mão suja de barro.
Ela a olhou atentamente, girou a folhinha várias vezes delicadamente,
e balbuciou palavras que só compreendi uma... "meu anjo".

Depois, cansada de correr, foi sentar-se ao chão
para melhor ver o espetáculo das folhas de outono.
Sentei-me ao seu lado respeitosamente
com aquele respeito que se deve ter a um anjo-mulher
Ela me olhou como se olha um velho amigo
e me contou que desde menina,
todos os anos, faz sempre a mesma coisa:
desce do céu para apreciar o outono na Terra.

Ficamos horas conversando...
Eu, lhe contando as maravilhas do mundo
falando do mar, das cachoeiras, das montanhas, dos rios e lagos.
Ela, me encantando com as maravilhas do céu - coisas além da imaginação.
Falou-me de seres que voam sem avião,
das dezenas de luas, cada uma de uma cor,
do colorido-luz das flores, de seus inigualáveis perfumes,
falou-me também de um Amor que eu nunca ouvi igual
e que ela dava o nome de Amor Universal.

Foi ali que me convenci que não pertencia ao nosso mundo
Era, sim, de outro planeta... de outra dimensão.
Depois, num gesto afetuoso, sem dizer nada, descansou sua cabeça em meu ombro.
Ficamos um breve instante naquele "diálogo de energias"
que me pareceu uma eternidade...
Foi quando vi uma luz em seu coração. Linda. Radiante.
De um azul-lilás que não esquecerei jamais!
Acho que ela fez de propósito, queria mesmo que eu visse que era um anjo,
porque, de repente, sem uma palavra, levantou-se sorrindo
e correndo foi a subir numa árvore.

Perplexa, imobilizada, fiquei olhando-a enquanto subia me dando adeus!
Seus olhos brilhavam, parecendo banhados em lágrimas,
ou talvez fossem os meus...

Foi assim, uma despedida repentina. Coisa próprio de menina.
Ela alcançou o galho mais alto, me olhou longamente,
sorriu e deu-me o último adeus com suas mãozinhas sujas de barro.

Depois, só avistei uma estrelinha se desprender do alto da árvore
e voar em direção ao céu!!

Márcia Rocha
Outono, 2011
Bondeno, Itália

quinta-feira, 31 de março de 2011

Se cresce muito rápido, hoje...

Meu apelido de jovem era "queijuda" (no Nordeste quer dizer uma "moça meio infantil"). Enquanto minhas colegas viviam antenadas nos garotos bonitos da escola, eu brincava de boneca, de casinha, de pular corda, subir em árvore e adoravaaa!! Nada de anormal se não fosse minha idade: 18 anos! Era uma verdadeira moleca e não me arrependo de ter crescido assim, naturalmente. Afinal de contas eu era uma menina! Dezoito anos é o início, do início, do início da vida adulta e meus pais souberam me passar muito bem a mensagem. Na verdade, eu achava as outras meninas muito estressadas, agitadas, muito... concorrentes entre si! Elas viviam se pegando por causa dos garotos! Não era nada diferente de hoje, percebem? E os garotos se achavam... claro! Prá eles cada "presa" era um troféu prá exibir até aparecer outro troféu mais interessante! Daí que eu era um dos troféus mais cobiçados da faculdade (Na época eu fazia faculdade de Letras no mesmo prédio da Fac. de Engenharia e já viu, né? Tinha muitooos garotos lindos!) e eu nem aí prá eles... haha!! Me recordo um dia na hora do intervalo (cheio de gente olhandooo!!) um garoto leu uma poesia que outro fez prá mim: "Márcia, por caridade, você tem as "papoulas" mais lindas da faculdade!/ Fico só a imaginar quem, um dia, as vai tocar!" No dia seguinte escrevi uma resposta, tipo, Vem cá, eu te conheço? "Você diz que minhas papoulas fazem bem à sua visão, esquecendo que dentro delas bate um coração" e dei prá uma amiga ler... foi silêncio geral... me lembro de umas caras meio "semgraça"... risos amarelos... hahaha!! Eu era assim, pode-se dizer "especial" em meio aquela moçada todas tão iguais, todas tão à disposição dos desejos momentâneos dos meninos! Eu me divertia muito, em meu mundo de menina-moça! Chorava as vezes, é verdade! mas sei que choravam muito mais minhas amigas com seus corações despedaçados pelos garotos "insensíveis" ao amor delas!!