quinta-feira, 19 de julho de 2012


Oi, amigos!! Este é o conto no qual fui premiada com certificado de ouro em um concurso internacional de literatura em Milão, Itália. Foi o único conto infantil premiado!


Eu vi astros e estrelas em meu quintal?

Uma noite estava sem sono e fui pro meu quintal olhar as estrelas. Sempre gostei de olhar estrelas! E naquela noite o céu era belíssimo e tudo era silêncio... tudo era calmo... tão calmo que escutei vozes falando baixinho. Estiquei os ouvidos o mais que pude e comecei a escutar uma conversa que me deixou perplexa...
Entre várias vozes sussurrando, ouvi uma que dizia:
-- Prá mim, criança bonita não tem pança! – falou uma brilhante estrelinha.
-- Mas quem não tem pança não dança!! E se não dança, não é criança!! – respondeu outra.

Quando ouvi aquilo pensei - Nossa, estou sonhando ou estou mesmo vendo estrelas conversando aqui na Terra, bem em meu quintal!!! Mas, o que vieram fazer aqui? E como vieram parar aqui?? Fiquei curiosíssima... Foi quando surgiu um clarão no céu e passou voando uma bruxa que gritou com uma voz estridente:
-- Criança é um bicho que cansa!

Levei um baita susto! Uma bruxa passou voando bem pertinho de mim!!! O que estava acontecendo? Eu não estava entendendo nada! Mas, bem que achei meu quintal maior... Parecia ter esticado muito! Se não fosse assim, como caberiam nele estrelas e até bruxas?! Mas você não viu nada ainda... De repente ouvi:
-- Mas, se cansa não é criança! E sem criança o futuro não se lança!! – era a lua, com sua meiga voz, respondendo à bruxa que já se ia longe a gargalhar estridente.

CARAMBA!!!  - soltei um grito sem querer - EU NUNCA OUVIRA A LUA FALAR! Sempre a vi sorrindo... mas falando, não!
-- Psiu! Silêncio! Vocês ouviram alguma coisa, estrelinhas? -- a lua arregalou os olhos e deixou mais linda ainda sua cara redonda. Tremi da cabeça aos pés! Percebi que falei (um pouco) alto demais...

-- Ouviu o que? – perguntou uma outra estrelinha que até então estava calada. A lua apertou os olhos... olhou de um lado, depois pro outro lado, me viu e piscou o olho prá mim!!! Então disfarçou e respondeu à estrelinha: -“Nada, nada... acho que me enganei. Não foi nada!”. Ufa, que alívio senti! Já imaginou se eles me pegam ali espiando! Estaria perdida, com certeza! Uma espiã humana na reunião dos astros do Céu e da Terra!
Sim, porque naquela altura dos acontecimentos eu já sabia o que estava havendo em meu “gigante” quintal: Um congresso! Astros e estrelas do céu e da terra estavam ali (em meu quintal!!!!) para falar sobre a criança – o ser mais importante do planeta Terra!

Mas, graças à queridíssima lua - coordenadora do congresso - que fingiu não me ver, continuei ali a “espiar” a conversa. Porém, tomei mais cuidado e comecei a observar com mais atenção.

A reunião acontecia num espaço de meu quintal, mas, era além de meu quintal! Compreendeu? É um pouco difícil de compreender, eu sei, mas era isso mesmo! Eles estavam em outra dimensão dentro do quintal de minha casa. Eu estava ali, os via pertinho de mim, porém, não podia alcançá-los! Mais ou menos como se fosse um filme em “3D”, talvez em “4D” ou em “5... 6D!” porque eu me sentia muito mais dentro da realidade deles do que um filme  em “3D”, prá você compreender melhor. Eram todos muito bonitos e tinham uma luz maravilhosa que não ofuscava, ao contrário, iluminava todo o ambiente. Eles surgiam e desapareciam naturalmente e tudo acontecia numa perfeita ordem. Em todo meu quintal havia uma luz diáfana... num tom lilás aconchegante, envolvente. Compreendi mesmo que meu quintal foi especialmente preparado para a ocasião. Mas, voltemos aos fatos.

-- Criança-menina faz trança! – ouvi o rio que passou por perto.
--Isso é verdade... E como balança!! Pois se não balançar, não é criança! – respondeu uma fofa nuvem.
-- Criança não pensa em vingança! – o vento comentou se agitando.

Ali eu já estava mais tranquila, não me surpreendia mais nada! Nem vento, nem nuvens, nem se aparecesse uma cachoeira no meu quintal eu me surpreenderia.

-- Se pensar, até pode ser criança... mas, perdeu a esperança! - gritou uma cachoeira no meu quintal transformando tudo num rio agitado!

Aiiiiiii!!!  Que susto!!! Uma cachoeira no meu quintal!!! Nem deu prá raciocinar porque
num instante já estava nadando, mergulhada nas profundezas de um rio com peixes passando por mim. Muitos peixes grandes e pequenos numa harmonia marítima!
Era tudo meio assustador, a dizer a verdade, mas muito legal! O mais legal é que eu estava respirando debaixo d’água!!! Incrível!!
De repente o rio baixou, o quintal secou e vi - numa rapidez de um raio - se reunirem ali na minha frente (parecendo um filme de efeitos especiais): o vento, a lua, o rio, as nuvens, as estrelas, a cachoeira, que numa só voz exclamaram:

--“Não!! Criança sem esperança não é criança!! Precisamos fazer uma mudança!!”

-- Se existir no mundo uma única criança sem esperança precisamos fazer uma mudança de planos!! – Falou o arco-íris, que até aquele instante estava apagado. Parecia que esteve dormindo até aquele instante (pelo menos eu não o tinha visto até o momento!). Surgiu assim de repente como num passe de mágica!
(Mas, mágica é o que tinha de sobra naquele meu quintal, não é mesmo?!)

-- Vamos construir uma ponte! Uma bem grande! Gigante! Eu serei a base dessa ponte! – exclamou o arco-íris, propondo uma aliança.
-- “Que ótima ideia, que maravilhosa lembrança!!!” – responderam todos na mesma hora.
E imediatamente, diante meu olhar perplexo, uma grande construção iniciou-se. Começaram a construir uma PONTE no arco-íris ligando a Terra e o Céu!

Eu não sei se acreditava ou não que tudo estava acontecendo ali no meu pequeno, digo, enorme quintal! Esfreguei os olhos... belisquei-me pra ver se era um sonho...  prá ver se tudo aquilo desaparecia... Mas não, não desapareceu! Ficou tudo ali numa realidade fantástica!   

Passado algum tempo - não sei ao certo quanto tempo passou, se minutos ou horas - a construção da ponte terminou. Os astros pareciam cansados, mas, felizes, porque começaram a subir numa alegre andança e elegeram ali a Criança como SÍMBOLO DO AMOR MAIOR!

Recordo que naquele exato momento tudo sumiu, acabou...

Agora - depois de tantos anos - contando essa história prá você, não sei se foi um sonho ou se eu estava mesmo acordada vivendo aquilo tudo... Sonho? Realidade? Não sei mesmo... mas isso não é o mais importante... Porque, se ainda assim você não me acreditar, eu continuo sabendo que vivi. Eu vivi aquele fantástico momento!
O melhor de tudo é que a partir daquela incrível noite – em que estava sem sono e fui olhar o céu no meu quintalzinho -  tive a certeza de que, seja em que lugar for, onde houver um arco-íris, haverá uma ponte  entre o Homem e o Anjo, entre a Terra e o Infinito...   e uma criança a mais recuperando a esperança!                    

FIM

EXTRA:
-- Querem saber como eu fiquei “invisível” o tempo todo? Foi a lua!! Ela tirou um pouco de seu branco mágico e me pintou de transparente! Você já viu que ela tem umas manchinhas cinza, não é? Pois foi bem ali que ela tirou de seu branco para me pintar! A lua é mesmo encantadora...

EXTRA 1:                                                                                  
    --Você já viu as estrelas no céu aberto, num lugar com pouca luz?
    -- Não?!
    -- Então, lhe sugiro convidar o papai e a mamãe para fazer isso uma noite! Melhor ainda, convide um grupo de amiguinhos com seus pais! Quem sabe algum de vocês não encontrará a ponte no arco-íris lá...    

EXTRA 2:
-- Se, ao contrário, você não tiver nem papai, nem mamãe, nem puder sair de onde você está... então você já está no lugar certo prá sonhar... Feche os olhos e venha direto para o meu(seu) quintal!!            

domingo, 13 de maio de 2012

DIA DAS MÃES!!!

 Meus filhos no mundo de meu Deus, 2012


DENTRO E DO LADO DE FORA DO AMOR MATERNO!

Olá amigos!! Quase que "forçada" (no bom sentido da palavra, claro!) venho escrever algumas considerações sobre ser Mãe! Não é tarefa fácil porque muitos, ao longo dos séculos, foram os relatos, poesias, romances sobre essa criatura mágica!! Mágica, sim!
Caso contrário, como explicar que um ser mortal, comum, de repente se torna imortal, indestrutível, pleno de poderes e sabedoria?! Uma mãe é realmente tudo isso! E todas estão ai para assinar embaixo o que digo!
Nós, mães, atingimos o inatingível pela nossa prole... lutamos contra o mundo pelos nossos filhos e suportamos todas as dores, se for pelo bem deles, quantas vezes for preciso!

MÃE só pode ser mesmo uma mágica divina porque nunca vi nada tão SIMPLES e tão COMPLEXO de ser.
SIMPLES, porque ao amar seus filhos se torna perfeita aos olhos do Pai.
COMPLEXO, porque essa mesma "criatura-mágica-perfeita" é plena de defeitos do lado de fora do Amor materno.

SIMPLES, porque sabe amar com a grandeza de um anjo.
COMPLEXO, porque não se sabe como aprendeu a amar assim e também porque ela não ama assim do lado de fora do Amor materno.

SIMPLES, porque adquire força e sabedoria de uma deusa dentro desse Amor.
COMPLEXO, porque do lado de fora desse Amor  tem fragilidades que a tornam vulnerável.

SIMPLES, porque claramente se vê que é uma estrela de Deus na Terra!
E COMPLEXO, exatamente por isso!

Feliz dia, irmãs!


sábado, 5 de maio de 2012

Sindrome de Asperger


Amigos, "navegando" encontrei essa jóia de informação. Repasso a todos que, de alguma forma, lidam com crianças e jovens. É uma sindrome que, infelizmente, está se alastrando em nossa realidade "internética" por vezes alienante (tão boa e tão má!).
Mais do que nunca é preciso sabedoria para equilibrar o mundo real e o virtual!
E se posso dar uma dica: Quando não houver, verdadeiramente, nada importante a fazer no computador, vamos buscar interargir com o próximo de carne e osso! Mas atenção!! Muitos de nossos jovens não sabem fazer isso sem nossa ajuda. Não basta querer relacionar-se, é preciso saber (e ter coragem, por que não?) relacionar-se!! Aqui a cooperação dos mais experientes é fundamental, tão fundamental quanto o tratamento clínico!



Síndrome de Asperger (SA)

O que é a Síndrome de Asperger? 

A Síndrome de Asperger é um transtorno de múltiplas funções do psiquismo com afetação principal na área do relacionamento interpessoal e no da comunicação, embora a fala seja relativamente normal. Há ainda interesses e habilidades específicas, o pedantismo, o comportamento estereotipado e repetitivo e distúrbios motores. A Síndrome de Asperger (SA) é uma das entidades categorizadas pela CID-10 no grupo dos Transtornos Invasivos, ou Globais, do Desenvolvimento – F84 e que todas elas iniciam invariavelmente na infância e com comprometimento no desenvolvimento além de serem fortemente relacionadas a maturação do SNC. Pode-se dizer também que desse grupo (Autismo Infantil, Autismo Atípico, Síndrome de Rett e outros menos relevantes) a SA é o transtorno menos grave do continuum autístico .

Quais os sintomas / incidência da S. Asperger?

Gostar de fazer perguntas inadequadas às pessoas não conhecidas; andar desajeitado; postura bizarra de braços e mãos; pouco olhar para o interlocutor; mímica facial e corporal pobre e dissociada da conversa; afetividade superficial; afetividade plana (um paciente analisado referiu que nada o irritava e que nada o incomodava, outro não demonstrou reação ao falecimento da mãe); voz com pouca ou sem modulação (robotizada); fala rebuscada sem a compreensão devida dos termos; persistência no assunto de seu interesse; dificuldade de compreender piadas; compreensão superficial de significados abstratos (p.ex: diferença entre colega e amigo); dificuldade de compreensão do significado de frase quando o diferencial é o tom da voz; ruminações e preocupações ilógicas, para os não afetados; percepção de que é diferente dos colegas e irmãos (a partir da pré-adolescência); conhecimento desproporcional em algum assunto – interesse específico (que pode variar com o tempo); pedantismo (dicionário Aurélio: "aquele que ostenta erudição que não possui, de forma afetada, livresca, rebuscada"); sintomas obsessivos (que inclusive o incomodam); humor deprimido; memória muito boa, as vezes fotográfica; dificuldade na narrativa de fatos vividos, etc.


Quais são os Diagnósticos Diferenciais mais importantes?

Autismo infantil (AI), transtorno esquizóide de personalidade e esquizofrenia infantil. O diagnóstico diferencial mais polêmico é entre AS e Autismo de Alto Funcionamento ou Alto Desempenho (AAF). Também a hipótese de super-dotado é freqüente assim como distúrbios de comportamento não especificados.

Quais as Diferenças Fundamentais entre Autismo Infantil e Síndrome de Asperger?

Essa delimitação é importante quando o quadro de AI é de grau leve, ou sem histórico de atraso na linguagem, algum tipo de habilidade, QI limítrofe, avaliação em idade anterior a 6-8 anos. Na prática siga a "máxima": O autista está isolado em seu próprio mundo. O Asperger está em nosso mundo, porém vivendo seu estilo próprio de forma isolada.

As diferenças fundamentais são:

Gravidade do caso - Retardo Mental - Alterações cognitivas - Atraso significativo da fala 
Uso da 3ª pessoa pronominal (ele, ou seu nome) no lugar da 1ª (eu)
Diagnóstico possível antes dos 3 anos de idade - Diagnóstico de certeza só após 6 anos de idade
QI executivo mais alto - Inteligência verbal - Pedantismo - Busca ativa de interação social
Dá a impressão de possuir um estilo antigo, excêntrico - Pode dar a impressão de super -dotado
Pais com quadro similar

Quais as diferenças mais importantes entre AS e a Esquizofrenia Infantil?

A esquizofrenia infantil é mais rara e mais grave. A presença de delírio é fundamental para o diagnóstico da Esquizofrenia Infantil (EI), que formalmente só poderá ser detectada após os 7 - 8 anos de idade, época em que a criança inicia o desenvolvimento do pensamento lógico-formal.

Alucinações, que podem ser encontradas em idades mais precoces são comuns e freqüentes que podem ser detectadas mesmo quando a criança ainda não fala (é comum a descrição por familiares de que a criança muda sua expressão fisionômica e reage como se algo estivesse ocorrendo, saindo do lugar, gritando, se agarrando aos outros, etc). A EI está comumente relacionada a QI limítrofe ou baixo. Não estão presentes as habilidades especiais. Não há comprometimento da interação social nas idades precoces, assim como não é comum atrasos de linguagem. Na idade adulta a dica é sempre a ausência de delírios e alucinações.


Quando a Super-Dotação Intelectual se impõe como Diagnóstico Diferencial?

A partir da "erudição" que aparentam, das habilidades precoces, do auto-didatismo, da hiperlexia freqüentemente presente (capacidade de aprender a ler muito cedo – a partir de 2 anos). Diagnóstico diferencial importante pois agrada os pais e usualmente é estabelecido por quem não possui experiência com esse grupo de Transtornos.


Como são os Tratamentos?

O tratamento otimizado parte do princípio fundamental de identificar co-morbidades psiquiátricas, neurológicas, neuro-psicológicas, o desenvolvimento de programas pedagógicos, orientação à família e a escola. Importante não relevar o tratamento dentário (Obs: Bruxismo, por ex., denota sofrimento noturno) (Grifo e observação minha, não dos autores do trabalho).

A partir do diagnóstico, deve-se buscar otimizar suas capacidades ao invés da cura dos comprometimentos, que são natos. Para isso é importante precisar o QI executivo, o QI verbal, realizar testes neuro-psicológicos (cognição, memória, atenção, planejamento, execução, etc,), descobrir suas dificuldades na escola, no mundo social e na comunicação, assim como as dificuldades  familiares para lidar com a situação. Ou seja, deve-se construir um "pool" de trabalho em torno da situação.

É importante que a pessoa afetada aprenda: a melhorar sua comunicação social (como abordar socialmente pessoas, que devem dar ao outro a vez na conversa, que devem olhar para as pessoas quando conversam com elas, que devem despedir-se, etc); que o outro tem intenções que são diferentes das suas e que deve saber quais são e como fazer para saber (p.ex.: perguntando); a relatar uma situação vivenciada; a lidar com a equação ansiedade / frustração evitando comportamentos catastróficos; a identificar situações novas; a desenvolver estratégias para solução de problemas cotidianos (p.ex.: alguém pergunta: como vai? – explicar que a pergunta refere-se a se a pessoa está sentindo-se bem e não se ela está indo a pé, de ônibus ou não está indo mas chegando – compreensão literal das palavras, distúrbio da pragmática); a desenvolver uma auto-suficiência; a promover uma crítica de seu desempenho para manter sua estima elevada; a generalizar o conhecimento; etc.

A família deve ser esclarecida sobre a gravidade da doença do filho, a "lógica" da SA, seus pontos de fragilidade e as habilidades, a importância da participação, a vida adulta e as possibilidades no trabalho. Uma questão importante é a criação de Associações de Pais que promovam a divulgação da Síndrome para a sociedade e que defendam seus interesses (p.ex.: criação de Cooperativas de Trabalho). Referente a escola, lembre-se que não necessitam de Escolas Especializadas, o que implica que a comunidade da Escola regular precisará ser orientada para promover a convivência com as discrepâncias e bizarrices do portador de SA, suas dificuldades executivas (p.ex.: incapacidade ou extremo comprometimento de escrita, necessitando de uma máquina de escrever ou um computador), pedagógicas, psicológicas, etc.

Fonte: Parte do trabalho de Ehlers & Gillberg , realizado nas escolas de 1 o grau de uma cidade com predominância de classe média.

Grande beijo!



sexta-feira, 4 de maio de 2012

AMARELINHA

Olá, amigos de ideal!! Hoje acordei criança! Hehe... me explico! Acordei com aquela sensação de leveza que comumente as crianças possuem. Claro que essa sensação vai passar, eu sei... Infelizmente passará, direi. Mas, quando ela chega, e eu decido acolhê-la, sempre surge um bom "resultado". Hoje não foi diferente. Veio uma simpática poesia infantil que condivido com voces.
(Foto: Eu e minha filha Manuela apresentando minha peça infantil "A Festa da Cutia, Itália, 2011)

AMARELINHA

Amarela, amarelinha
Vai pulando a menininha
Pula de casa em casa
Atira a pedrinha rasa
Saltando até o céu

No céu descansa um instante
Seu olhar é radiante!
Visita, será, São Pedro?
Ninguém desvenda o segredo
De semblante tão feliz!

Meia volta num só pé
(nem liga se tem chulé!)
Volta por outro caminho
Lança a pedra num cantinho
Cuidando com a pontaria

Pinota que nem saci
E vai contente a sorrir
Esperar sua outra vez
Numa atitude cortês
No final da grande fila

Eu da janela observo
Divirto-me, não nego
Mas me confunde a visão...
Na minha imaginação
Vejo anjos a brincar!

Ah, se em todas calçadas
De todas as esplanadas
Tivesse uma amarelinha
E um bando de criancinhas
Pulando do céu ao chão...

O Céu seria mais perto
E nós, adultos,
De certo
Mais pertos da Perfeição!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Bate papo em família

Ontem, segunda, fizemos o Evangelho no Lar aqui em casa. Eu, minha filha e meu marido. O capítulo foi XIV, v9: “A ingratidão dos filhos e os laços de família”. Tivemos um bate-papo muito agradável e, sobretudo, esclarecedor .

Uma das questões levantadas pelo meu marido foi:
“O filho de hoje pode ter sido o pai de ontem? “ (Essa dúvida veio pelo fato de os jovens hoje “aparentarem” ser muito mais inteligentes e espertos que seus pais).

R- Sim, pode. (A afirmativa baseia-se no ensinamento espírita das "Reencarnações",ou seja, um espírito reencarna inúmeras vezes, quantas necessários for ao seu adiantamento moral e intelectual). Mas, se ele veio como filho é porque tem “algo a aprender” com seus pais de hoje, com certeza. Caso contrário não teria sentido vir como filho.
Pegamos como exemplo uma grande empresa, séria. Esta, jamais colocaria um funcionário ingênuo e inexperiente como chefe de alguém mais experiente, não é? Muito menos se permitiria fazer experimentos de “brincadeirinha desse tipo” colocando em risco toda uma organização importante. Parece óbvio, não?
Uma grande empresa em atividade exige um planejamento estratégico complexo para manter-se funcionando em harmonia. Daí que qualquer nova experiência, antes de ser implementada, deve, obrigatoriamente, passar por rígidos processos de seleção e adaptação às exigências. Não é assim que ocorre nas inúmeras empresas na Terra?
Por que, então, haveria de ser diferente na infinita empresa de Deus?
Não. Não é diferente mesmo! Digo mais: Em todos os planejamentos de Deus se vê uma estratégia perfeita e inteligente e, não haveria de ser exceção, ao planejar um núcleo familiar.

Portanto, se um espírito vem como pai é porque tem o que ensinar ao filho e este o que aprender.
Entretanto, se os dois vão ou não cumprir justamente os seus papéis é uma questão de livre-arbítrio. Primeiro do pai, em querer ensinar ao filho amor e respeito e, segundo, do filho, em querer aprender a amar e respeitar os que lhe parecem mais simples que ele.

A nós, PAIS, o dever de ensinar sempre com amor. Ainda que sejamos incompreendidos.

A vós, FILHOS, o dever de respeitar sempre os ensinamentos de seus pais. Ainda que incompreensíveis.