Ontem, segunda, fizemos o Evangelho no Lar aqui em casa. Eu, minha filha e meu marido. O capítulo foi XIV, v9: “A ingratidão dos filhos e os laços de família”. Tivemos um bate-papo muito agradável e, sobretudo, esclarecedor .
Uma das questões levantadas pelo meu marido foi:
“O filho de hoje pode ter sido o pai de ontem? “ (Essa dúvida veio pelo fato de os jovens hoje “aparentarem” ser muito mais inteligentes e espertos que seus pais).
R- Sim, pode. (A afirmativa baseia-se no ensinamento espírita das "Reencarnações",ou seja, um espírito reencarna inúmeras vezes, quantas necessários for ao seu adiantamento moral e intelectual). Mas, se ele veio como filho é porque tem “algo a aprender” com seus pais de hoje, com certeza. Caso contrário não teria sentido vir como filho.
Pegamos como exemplo uma grande empresa, séria. Esta, jamais colocaria um funcionário ingênuo e inexperiente como chefe de alguém mais experiente, não é? Muito menos se permitiria fazer experimentos de “brincadeirinha desse tipo” colocando em risco toda uma organização importante. Parece óbvio, não?
Uma grande empresa em atividade exige um planejamento estratégico complexo para manter-se funcionando em harmonia. Daí que qualquer nova experiência, antes de ser implementada, deve, obrigatoriamente, passar por rígidos processos de seleção e adaptação às exigências. Não é assim que ocorre nas inúmeras empresas na Terra?
Por que, então, haveria de ser diferente na infinita empresa de Deus?
Não. Não é diferente mesmo! Digo mais: Em todos os planejamentos de Deus se vê uma estratégia perfeita e inteligente e, não haveria de ser exceção, ao planejar um núcleo familiar.
Portanto, se um espírito vem como pai é porque tem o que ensinar ao filho e este o que aprender.
Entretanto, se os dois vão ou não cumprir justamente os seus papéis é uma questão de livre-arbítrio. Primeiro do pai, em querer ensinar ao filho amor e respeito e, segundo, do filho, em querer aprender a amar e respeitar os que lhe parecem mais simples que ele.
A nós, PAIS, o dever de ensinar sempre com amor. Ainda que sejamos incompreendidos.
A vós, FILHOS, o dever de respeitar sempre os ensinamentos de seus pais. Ainda que incompreensíveis.
É "aquele" canto! Tem vida... pensamentos... arte... e um espaço especial aos LOUCOS que acreditam no AMOR e aos LIVRES/LEVES como uma criança!! Bem vindo ao MEU CANTO!
terça-feira, 3 de abril de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia da Mulher

LINDA MULHER!!
Você é linda porque é forte e meiga
É linda porque é caridosa
Por fazer o que gosta e amar os seus, você é linda
Por tentar ajudar a todos - e as vezes não conseguir –
você é linda
Você se faz linda quando chora arrependida
E quando grita de desespero, frágil, perdida
Você é linda - alquimista da vida
É o mistério do mundo
É o ser e não-ser
É o céu e a terra num sorriso encantador
Você é assim, linda, desde que nasceu
E será assim linda, mulher, enquanto existir...
o Amor
domingo, 4 de março de 2012

Uma vez por todas, nós espíritas, devemos compreender a “força da palavra”. Caso contrário - se continuarmos na ignorância dessa força, que usamos diariamente – seremos todos prisioneiros de graves obsessões.
Contarei um fato, aparentemente corriqueiro, que ocorreu ontem com meu marido.
Ele se irritou com uma atitude de nossa vizinha que repetidamente se mete na parte de nosso jardim (o jardim é comum a 04 aptos, mas cada um tem sua parte), dando “conselhos” insistentes sobre o que fazer, o que plantar, o que arrancar, etc. Acontece que ao tornar do trabalho ele viu arrancado o tronco de nossa árvore que, apesar de seca, tinha um grande valor emocional por ter sido plantada e cuidada, por longos anos, pelo seu pai. A vizinha já sabia, inclusive, que nós gostávamos da árvore assim mesmo porque já lhe havia dito antes.
Mas ela, educadamente insistente, veio junto com outro vizinho, me chamar e “re-explicar” que a árvore era já morta e seria melhor arrancá-la. Arrancaram. Me senti mal, mas aquilo não me irritou como irritou ao maridão que, depois, ao passar pela tal vizinha, resmungou palavras grosseiras. E dentro de casa acrescentou irritado: “Se ela quer levar prá cama o vizinho, que faça, mas não venha se meter no que não é seu!”
Foi dormir. Sonhou que homens desconhecidos, fortes, lhe provocavam dizendo: “Quer brigar, é? Vem! Vem brigar com a gente!” E partiram prá cima dele que, se não houvesse aparecido amigos (igualmente desconhecidos) ele teria levado a pior! Acordou e me contou o sonho, concluindo: “Acho que sonhei por conta do que me aconteceu ontem à noite com a vizinha...”
“Sim, com certeza foi a ABERTURA que você deu ontem à noite, amor.” – respondi. “Você, com sua palavras irritadas, abriu seu campo energético para dar entrada a espíritos inferiores. Sabia que é assim? Nossa vizinha, realmente, é muito invasiva, mas é uma mulher leal aos princípios de moralidade. Daí que quando você especulou (divulgou uma mentira), chamou atenção de espíritos inferiores que foram conferir a especulação enviada por você e, ao constatarem a mentira, se voltaram contra o "especulador". Mas, pelo visto, você ainda tem amigos espirituais que lhe socorrem. Mas não esqueça que eles não são seus escravos, são amigos...”
“O sonho só é virtual para nossa realidade na Terra. Ele é a realidade do espírito que somos.” M.C.Rocha
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Contra as bruxas, fadas!

Quem me conhece sabe que sou "meio do contra". E hoje, no dia em que se está comemorando o tal do "Halloween", QUE NÃO TEM NADA A VER COM A CULTURA BRASILEIRA - é novidade de uns 15 anos, mais ou menos, trazida pelas escolas de ingles (norte-americanas) - publico uma poesia de fada.
UMA FADA NA RUA
Eu que não acreditava em fadas, hoje vi uma na rua...
Pegava sementes no lixo jogadas por alguém.
Chorava que nem uma criança por causa das sementinhas
e não entendia porque chorava sozinha!
Era diferente sim, mas não parecia imortal
Tinha olhar de menina quando brinca com os pingos da chuva
E tinha o rosto e as mãos sujas de barro
Igual a uma escultora no final de um dia de trabalho
Seus cabelos eram longos, sedosos e estavam em desalinho
Igual a uma criança no final de um dia de correrias ao vento.
Gostei dela, especialmente, quando saiu correndo
a pegar, sorrindo, folhas bailando ao vento.
Corria, pulava e dava risadas sem, no entanto, pegar nenhuma
até que, lentamente, uma veio deslizando e pousou em sua mão suja de barro.
Ela a olhou atentamente, girou a folhinha várias vezes delicadamente,
e balbuciou palavras que só compreendi uma... "meu anjo".
Depois, cansada de correr, foi sentar-se ao chão
para melhor ver o espetáculo das folhas de outono.
Sentei-me ao seu lado respeitosamente
com aquele respeito que se deve ter a um anjo-mulher
Ela me olhou como se olha um velho amigo
e me contou que desde menina,
todos os anos, faz sempre a mesma coisa:
desce do céu para apreciar o outono na Terra.
Ficamos horas conversando...
Eu, lhe contando as maravilhas do mundo
falando do mar, das cachoeiras, das montanhas, dos rios e lagos.
Ela, me encantando com as maravilhas do céu - coisas além da imaginação.
Falou-me de seres que voam sem avião,
das dezenas de luas, cada uma de uma cor,
do colorido-luz das flores, de seus inigualáveis perfumes,
falou-me também de um Amor que eu nunca ouvi igual
e que ela dava o nome de Amor Universal.
Foi ali que me convenci que não pertencia ao nosso mundo
Era, sim, de outro planeta... de outra dimensão.
Depois, num gesto afetuoso, sem dizer nada, descansou sua cabeça em meu ombro.
Ficamos um breve instante naquele "diálogo de energias"
que me pareceu uma eternidade...
Foi quando vi uma luz em seu coração. Linda. Radiante.
De um azul-lilás que não esquecerei jamais!
Acho que ela fez de propósito, queria mesmo que eu visse que era um anjo,
porque, de repente, sem uma palavra, levantou-se sorrindo
e correndo foi a subir numa árvore.
Perplexa, imobilizada, fiquei olhando-a enquanto subia me dando adeus!
Seus olhos brilhavam, parecendo banhados em lágrimas,
ou talvez fossem os meus...
Foi assim, uma despedida repentina. Coisa próprio de menina.
Ela alcançou o galho mais alto, me olhou longamente,
sorriu e deu-me o último adeus com suas mãozinhas sujas de barro.
Depois, só avistei uma estrelinha se desprender do alto da árvore
e voar em direção ao céu!!
Márcia Rocha
Outono, 2011
Bondeno, Itália
terça-feira, 25 de outubro de 2011
O Gigante doente!!

Gente,
Esta reportagem http://www.avvenire.it/Mondo/Pagine/BRASILE%20CORRUZIONE.aspx (de um jornal católico italiano, mas especificamente) fala sobre a corrupção no Brasil que me deixou indignada!! Fala como se fôssemos TODOS verdadeiros imbecis e corruptos, livrando-se apenas uma meia dúzia de privilegiados intelectuais entre sociólogos e jornalistas.
O texto é, óbvio, todo em italiano, mas prometo de traduzi-lo com calma para fazer-lhes conhecer o que acontece com a imagem de uma nação quando os meios de comunicação levantam a capciosa bandeira de "liberdade de expressão" divulgando como verdade uma visão reducionista, daquele que detêm a palavra e o poder de divulgá-la.
Porque é exatamente isso que EU NÃO TENHO DIREITO: "da livre expressão". Simplesmente porque não tenho poder de propagar a minha visão. Posso até expressá-la, é verdade, como faço aqui no meu blog, mas, quem lê, além dos 25 seguidores que ora me seguem? E não é porque eu escreva tão somente "abobrinhas", não! Tenho certeza que não! Mas é porque eu não tenho recursos (poder) de propagar, em grande escala, aquilo que escrevo.
E também não culpo o leitor, que é o foco de tudo. Culpo tão somente a quem detêm o poder na mídia... Esses sim, são os grandes inimigos a combater... e as armas de combate são tão somente duas: A EDUCAÇÃO - que te fará enxergar a mediocridade e a CARIDADE, que te fará dividir os conhecimentos com o próximo!
Frase do dia:
Tentar resolver o problema te dá uma chance de vitória. Se fugir dele, não tem chance alguma. Márcia Rocha
Por que a foto de Anita Garibaldi? Porque prá mim ela é a maior representante feminina, de todos os tempos, da luta contra o poder corrupto.
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