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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

"O sonho é o que leva a gente pra frente" Ariano Suassuna

Muito difícil eu ver (ou saber) algo simplesmente por curiosidade... é meu jeito!

Daí que ao ouvir, dias atras, o depoimento simples e emocionado da estudante de medicina (neta de um "matuto do interior")

https://www.youtube.com/watch?v=5ibAjQbU4Ac 

e ver como foi desrespeitada por alguns “elitistas” comecei a pesquisar algo mais...

No início nem sabia o que pesquisava, o que queria! Só sabia que ela tinha a idade de minha filha!! e estava “pagando” pela coragem de querer... sonhar!!!

Divido com vocês um “achado” (em italiano, porém! infelizmente o google português é muuuito pobre em vários aspectos!):

O objeto da 4° Convenção de Genebra (12/ago/1949) diz:
“...Ha come oggetto le persone che non partecipano direttamente alle ostilità(...)  (...)Tra questi vi è quello di non essere utilizzato come scudo umano."

“(O Direito de Genebra)... tem como objetivo as pessoas que não participam diretamente com a hostilidade(...)”. Essa foi a primeira parte que me interessou.

“...Entre esses direitos tem aquele de não ser utilizado como um “escudo humano”. Essa parte, então, me arrepiou até a alma!

Sei que esses “elitistas” ( que não são a elite, fique bem claro!) precisam de uma lição que os façam temer: mas qual? o que consideram “ vindo de cima”?, "superior a eles"? Nosso governo atual é íntegro, forte, social, mas nao é "elitista" e não os fazem "tremer", muito menos temer!

Uma jovem ESTUDANTE, num país onde se respeita minimamente a LIBERDADE DE ESCOLHA, quando é ofendida moralmente, em público, como um ALVO HUMANO de covardes, deve ser ajudada a buscar seus direitos e servir de exemplo!!

Nessas horas  me vem sempre à mente o livro do francês C. Dejour “A banalização da injustiça social” (em italiano “L'ingranaggio siamo noi”) que eu li em 2001, há bem 14 anos. A ordem é LUTAR (internamente, primeiro), diariamente, contra o monstro da acomodação ao vermos MAIS UMA injustiça acontecendo... ou pior...  sendo ridicularizada para “fazer rir”, porque rir faz bem à saúde...!!!

Não sei o que fazer, sinceramente... sofro (apenas?!) com o comportamento social de uma minoria elitista que faz crescer em nossa sociedade a intolerância àqueles que não fazem parte de sua “grande” panelinha: amparada e fortalecida pelos meios de comunicação de massa que mostram só o que lhes convêm... como meio de manter o status quo de opressão e submissão em que  a maioria de nosso povo nasceu e cresceu... e, me parece, não mais quer viver:

Maria saiu da cozinha de sinhá...
e saiu pra lutar!
Mas eles não vão deixar... não vão deixar!

Sofro (apenas?!) e sofrem tantos mais, eu sei! mas, quem dera nos uníssemos MIL... MILHÕES... e viessemos de todas as partes do planeta... e saíssemos às ruas... e fizessemos a diferença... e o mundo se transformasse... e a injustiça acabasse... o sol brilhasse para todos...

Ah, o sol está lindo... é verão!! Vi na TV uma praia linda! vou pegar meu chapéu, minha canga e vou à praiaaaaa!!!!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

EMOÇÃO É VIDA!!!!


Acordei hoje com várias idéias de temas para postar aqui. Temas importantes, tipo, bullying, por exemplo. Mas aconteceu uma coisa interessante que me fez analisar a capacidade fantástica de armazenar do cérebro humano. Liguei o lap-top e enquanto ele "se" ligava (dona de casa que escreve, faz teatro, pinta e borda sempre aproveita os segundos livres, né? Já parou prá ver?) fui tirar umas garrafas de água vazias deixadas na mesa e... por um átimo olhei prá rua e vi um furgão parado parecido com aquele que um dia, em minha infância, parou defronte de minha casa escrito CELPE (Cia. Elétrica de Pernambuco). Tinha vindo para cortar a luz. Meu papai não havia pago por falta de dinheiro. Eu era pequenina e tenho certeza que ele e meus irmãos maiores não imaginavam que eu houvesse compreendido algo. Na verdade nem eu sabia que havia compreendido... até hoje... quando olhei pela varanda da sala. A emoção que senti foi indescritível. Fiquei imóvel "no passado". Num átimo revivi toda a cena. Enchi os olhos de lágrimas. Lágrimas que não chorei no dia, junto com meus pais, deixei rolar hoje... depois de 44 anos! Mas, porque contei essa história? Quem me conhece sabe de minha grande admiração pelos meus pais. Minha baixinha guerreira e meu papai poeta. Ela com sua garra e visão, ele com sua inteligência e coração souberam bem minimizar as tristezas da infância passada com sacrifício numa família de 08 filhos. As noites sem luz, relembro, eram encantadas por shows de sombras na parede à luz de velas...mas, se as recordações são belas, porque fiquei triste e chorei ao ver o furgão?? Eis ai a questão! Nosso cérebro registra também e PRINCIPALMENTE a mensagem subliminar. Aquela mensagem que ninguém falou, mas que de alguma forma é captada pelo cérebro e armazenada para uma eventual necessidade. Que necessidade seria? Necessidade de SENTIR EMOÇÃO!!! Somos programados a sentir emoção sempre. Emoção é a própria vida! A emoção é o impulso para a ação! Os donos dos meios de comunicação de massa sabem do que estou falando e, por isso, investem pesado na produção de emoção. TODA ESSA VIOLÊNCIA NA TV, nos jornais, na Internet, não é 100% REAL (é só viajar pelo mundo que se verifica isso!). É preparada estrategicamente para produzir emoções. O mundo das comunicações, no mundo inteiro, é regido por essa lei. A diferença na escolha de produzir emoção quem faz é a CULTURA do país. Aqui, por exemplo, se explora muito a emoção "patriótica". Vemos diariamente programas contando e recontando a história de lutas e vitórias do povo italiano. Histórias que emocionam. No meu amado Brasil já é diferente... temos apenas um nível razoável de cultura e provocar emoção é muito barato. Basta mostrar uma briga num bar qualquer ou um beijo qualquer e pronto... já partimos para a ação - que pode ser a de brigar, sem querer realmente... como pode ser a de transar, sem querer realmente! Pensa um pouco: eu vi um furgão por um segundo... que me fez voltar 44 anos no tempo... sentir saudades mil... chorar... e sentir um desejo enorme de escrever. Me emocionei e agi... E esse complexo EMOÇÃO e AÇÃO resultou nesse texto, sacou? Sacou a capacidade extraordinária do cérebro humano? A mim, só me resta agradecer aos meus queridos pais a educação que me deram...